Proposito

Oferecer condições para percebemos, refletirmos e tomarmos posição, em relação ao ambiente do qual somos parte.

sábado, 19 de junho de 2010

Dois mundos paralelos


Hoje cedo, veja a hora abaixo, ao descermos da estação até Iúna tivemos esta visão e queremos compartilhar com todos voces. Lá em cima na estação sol pleno, céu limpo, abaixo, neblina cobrindo tudo e frio, obrigando todos a colocar uma proteção. Estivemos na feira do produtor para adquirir alguns itens diferentes, para o nosso consumo. Claro que, na ocoasião sempre consumimos ali mesmo algumas guloseimas, já prontas e sempre frescas. Muito bom!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

A ave que deu nome a estação



Foi a partir de uma brincadeira com algumas crianças, que iam dormir em uma barraca aqui na estação, que surgiu o nome Murucutu. Fomos então pesquisar e todos os detalhes em http://www.avesderapinabrasil.com/pulsatrix_perspicillata.htm

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Os papagaios estão de volta


Nas duas últimas semanas, passamos a ver a movimentação de um grupo de papagaios aqui na estação, segundo vizinhos, é o crau-crau ou creu-creu. Chegaram fazendo muito barulho, um bando de aproximadamente 8 indivíduos. Outros animais também estão chegando, no meio da semana passada vimos na estrada, quase chegando na estação, uma raposa cinzenta. Rapidamente buscou esconder-se no pasto. Diversos animais, apareceram nas últimas semanas, araponga cantou alguns dias e agora esta calada. A siriema passou por aqui rapidamente numa manhã dessas. Temos vizinhos barulhentos, bem perto de casa, uma família de saracuras. Aparecem e somem rapidamente, talvez o medo por experiências anteriores com algum caçador. Não temos visto os jacus, muito comum nas nossas matas. Não sabemos o que aconteceu com eles. Bandos de canarios da terra voam rapidamente de uma arvore para outra, buscando sementes para alimenta-los. Sanhaço, pica-pau, tico-tico, joão-de-barro, anus, sabias, viuvinhas e outros mais. Uma festa de sons todas as manhãs. As pombas estão sumidas, a colheita do milho passou e agora devem ter ido para outras plagas, voltam no ano que vem, na colheita do milho.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010


Despedida.
Segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010 16:00

(Autoria de Mário de Andrade – Escritor poeta modernista do Brasil, 1893 -1945)


Contei meus anos

e descobri que terei menos tempo

para viver daqui para a frente

do que já vivi até agora.

Tenho muito mais passado

do que futuro.

Sinto-me como aquele menino

que ganhou uma bacia de jabuticabas.

As primeiras, ele chupou displicente,

mas percebendo que faltam poucas,

rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.

Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.

Inquieto-me com invejosos

tentando destruir quem eles admiram,

cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo para conversas intermináveis,

para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias

que nem fazem parte da minha.

Já não tenho tempo para administrar melindres

de pessoas,

que apesar da idade cronológica,

são imaturos.

Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram

pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.

As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos.

Meu tempo tornou-se escasso

para debater rótulos,

quero a essência,

minha alma tem pressa...

Sem muitas jabuticabas na bacia,

quero viver ao lado de gente humana,

muito humana,que sabe rir de seus tropeços,

não se encanta com triunfos,

não se considera eleita antes da hora,

não foge de sua mortalidade...

Só há que caminhar perto de coisas

e pessoas de verdade.

O essencial faz a vida valer a pena.

E para mim, basta o essencial!

Tenha uma Vida Maravilhosa no Essencial!

O Essencial é o Sustentável.